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sábado, 16 de abril de 2011

Incêndio no RJ mata 3 crianças deixadas sozinhas em casa

Três crianças morrem em incêndio na Baixada Fluminense
Segundo a polícia, elas dormiam em casa sozinhas, com uma vela acesa.
Mães das crianças foram detidas e autuadas por abandono de incapaz.

Três crianças, duas de 4 anos e uma de 1 ano e três meses, morreram em um incêndio dentro de casa, por volta das 23h, no bairro Jardim da Viga, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo policiais da 56ª DP (Comendador Soares) e bombeiros, as crianças dormiam em casa sozinhas, com uma vela acesa, que teria provocado o incêndio.

Bombeiros foram chamados por vizinhos, mas ao chegar ao local o fogo já havia se alastrado.

Ainda segundo a polícia, as vítimas moravam com as mães, duas irmãs, entre elas uma menor, e uma avó. As mães das crianças foram detidas e levadas para a delegacia, onde foram autuadas por abandono de incapaz.

Já a avó não foi detida porque quando saiu de casa deixou as crianças com as mães.


Do G1 RJ

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Massacre em escola do Rio: ‘Cumpri o meu dever’, diz sargento que baleou atirador

Sargento Márcio Alves afirma que Wellington Menezes se suicidou.
Criança o agradeceu com beijos após a morte do atirador.


"Cumpri o meu dever." Foi assim que o sargento Márcio Alves resumiu a ação na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, em que 12 crianças e o atirador morreram. Segundo ele, Wellington Menezes de Oliveira foi baleado e, depois de ferido, se suicidou.

"Cheguei já estava ocorrendo os tiros. No segundo andar, encontrei o meliante saindo de uma sala. Ele apontou a arma na minha direção, foi baleado, caiu na escada e cometeu o suicídio", contou Alves, que lembrou ainda que o atirador usava um cinturão com munição.

Chamado de herói pelo governador Sérgio Cabral, ele disse ainda que, pai de filhos nesta idade, o sentimento é de tristeza pelas vítimas e pelos alunos que presenciaram o ataque. "Se eu tivesse chegado cinco minutos antes, teria evitado", ponderou ele, que tem 18 anos de polícia.

"Depois de tudo, teve uma criança que me agradeceu muito. Ela me abraçou e me deu um beijo", lembrou Alves.

Cabral agradece sargento
O governador do Rio, Sergio Cabral, disse que o massacre na escola em Realengo só não foi maior pela ação de um herói da Polícia Militar e uma heroína da escola. "Gostaria de agradecer ao herói, o sargento Alves, que estava participando de uma operação, a dois quarteirões, do Detro junto com o BPRV. E o sargento Alves foi convocado por dois meninos", disse Cabral, que elogiou ainda a professora que mandou os estudantes procurarem ajuda.

Segundo Cabral, a primeira pessoa com quem o atirador falou ao chegar à escola foi uma professora. "A professora da sala de leitura conversou com ele e o reconheceu. Pediu um instante e ele cometeu essa covardia contra crianças inocentes."

O prefeito Eduardo Paes também agradeceu a atuação policial em Realengo. "A gente está diante de uma tragédia que podia ser muito pior se não fosse a ação de um PM, um herói que atingiu esse criminoso e conseguiu impedir que ele continuasse esse massacre aqui. Quero agradecer às forças policiais", disse.
Wellington Menezes de Oliveira, homem que atirou 
contra escola municipal Tasso de Oliveira,
em Realengo (Foto: Reprodução/TV Globo)

O corpo de Welligton Menezes de Oliveira, atirador do ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, foi retirado por volta das 12h20 desta quinta-feira (7). A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros no Local.

Uma das alunas da lembra os momentos de terror na unidade. Aos 12 anos, ela viu o atirador entrar na escola e estava dentro da sala de aula quando ele abriu fogo contra os alunos.

“Ele começou a atirar. Eu me agachei e, quando vi, minha amiga estava atingida. Ele matou minha amiga dentro da minha sala”, conta ela, que afirma que estava no pátio na hora em que Welligton Menezes de Oliveira entrou na escola.

“Ele estava bem vestido. Subiu para o segundo andar e eu ouvi dois tiros. Depois, todos os alunos subiram para suas salas. Depois ele subiu para o terceiro andar, onde é a minha sala, entrou e começou a atirar”, completou.

Atirador diz, em carta, que tinha HIV
O subprefeito da Zona Oeste, Edmar Peixoto, afirmou nesta quinta-feira (8) que Wellington Menezes deixou uma carta em que contava ser portador do vírus HIV. Segundo a Polícia Militar, ele era ex-aluno.

De acordo com o coronel Djalma Beltrami, a carta de Wellington tinha inscrições complicadas. “Ele tinha a determinação de se suicidar depois da tragédia”, contou Beltrami. A carta foi entregue a agentes da Divisão de Homicídios.

Conhecido na escola por ser ex-aluno, ele teria entrado sob alegação de que iria fazer uma palestra. Segundo a polícia ele usou dois revólveres, que chegou a recarregar várias vezes.

Mortos e feridos
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, 11 pessoas morreram e 18 ficaram feridas. O Relações Públicas da Polícia Militar, coronel Ibis Pereira, confirmou que o atirador morreu.
Segundo ele, uma equipe do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV) teria sido chamada ao local e trocou tiros com o suspeito.

Funcionária viu crianças feridas
Uma funcionária da unidade afirmou que viu várias crianças feridas no local. “O cara entrou, foi para o terceiro andar e começou a atirar. As crianças disseram que foi pai de aluno. Vimos muitas crianças carregadas, desacordadas, baleadas”, disse ela, que preferiu não se identificar.

G1

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Bebê é jogado em valão no RJ


Bebê escapa da morte após ser jogado em córrego no RJ
O menino com 2,5 quilos está na incubadora da UTI de uma maternidade.

Em Queimados, na Baixada Fluminense, um recém-nascido conseguiu sobreviver depois de ter sido atirado num córrego. E foi salvo porque chorou.

A vida começou difícil para este bebê. O menino com 2,5 quilos está na incubadora da UTI de uma maternidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Recebe soro, oxigênio e antibiótico. Os exames de raios-X não apontaram nada fora do normal.

“Não tem como a gente dar uma posição do futuro, porque é um neném de uma UTI, então é uma caixinha de surpresa, mas pela história de vidinha que ele teve até hoje, a gente acredita que ele fique bem”, afirmou a médica Liliane dos Santos Maia.

O bebe foi encontrado nesta quinta (17) pela manhã em um córrego com água de esgoto em Queimados, também na Baixada. Ainda estava com o cordão umbilical. Ele foi jogado de uma altura de cerca de quatro metros.

A Polícia Militar foi chamada por uma moradora que ouviu o choro do bebê. Inicialmente, segundo a senhora, ele estava enrolado num saco plástico, e quando os policiais chegaram o bebê já tinha sido arrastado pela correnteza a uns 15 metros e estava junto do lixo.

“Provavelmente quando foi arrastado, ele ficou preso e conseguiu botar a mão, segurando o galho. Uma imagem que eu nunca vou esquecer. Conforme a correnteza do valão, a cabeça dele entrava debaixo d’água e saía. Quando saía, ele já chorava”, contou o policial militar Leandro Rocha.

Luis Carlos foi quem retirou o bebê da água. Agiu como um herói, no impulso, quando percebeu que o menino se mexia.

“Fui correndo pegar ele e trouxe ele e dei na mão do policial, aquilo abriu meu coração e eu sei o que é isso. É difícil até de falar. Como uma mãe pode fazer isso com uma criança? Espero que ele seja muito feliz”, contou o pedreiro Luis Carlos.

A polícia vai investigar os crimes de abandono de incapaz e tentativa de homicídio. Assim que tiver alta, o bebê será encaminhado para o Juizado da Infância e da Juventude.


Avó é indiciada após neta cair do quarto andar

A avó de uma garota de 6 anos que caiu do 4º andar de um prédio em Botafogo, na Zona Sul do Rio, no início da noite de quarta-feira, foi indiciada por abandono de incapaz. A menina, que mora com a avó, estava sozinha no apartamento quando caiu. A avó chegou a ser presa, mas foi solta na manhã de ontem, após pagar fiança de R$ 1 mil. A menina está internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) Pediátrico do Hospital Miguel Couto, na Gávea. Ela está consciente e seu estado de saúde é delicado, porém estável.


A Gazeta

domingo, 16 de janeiro de 2011

Número de mortos na Região Serrana do RJ chega a 628

Maior parte dos corpos foi sepultada.
Número de mortos subiu para 628, segundo as prefeituras.
O número de desabrigados e desalojados na região passa de 13 mil.

Na RJ-116, próximo a Nova Friburgo, o cenário é caótico (Foto: Tássia Thum/G1)

O número de mortos após as chuvas na Região Serrana do RJ chegou a 628, segundo as prefeituras.
Pelos últimos levantamentos dos municípios, são 284 mortos em Nova Friburgo, 267 em Teresópolis, 56 em Petrópolis,19 em Sumidouro e 2 em São José do Vale do Rio Preto. A maioria dos corpos já foi sepultada.

Em Teresópolis, a prefeitura informou que a Central de Cadastro de Desaparecidos recebeu a reclamação de que 88 pessoas estariam desaparecidas. Em Petrópolis, há 36 desaparecidos, segundo a prefeitura. Em Sumidouro, há outros cinco. Já em Nova Friburgo, a prefeitura informou que não há levantamento sobre desaparecidos.

Já a Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil informou que o número de mortos é 629, sendo 285 em Nova Friburgo, 269 em Teresópolis, 56 em Petrópolis e 19 em Sumidouro. O número de desabrigados e desalojados chega a 13.830, segundo o governo do estado.

Segundo a Polícia Civil, 625 corpos já foram identificados pelos peritos do IML (Instituto Médico Legal), sendo 284 em Teresópolis, 263 em Nova Friburgo, 55 em Petrópolis, 19 em Sumidouro e 4 em São José do Vale do Rio Preto.

O governador Sérgio Cabral decretou estado de calamidade pública em sete cidades: Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Bom Jardim, São José do Vale do Rio Preto, Sumidouro e Areal.

Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, Mário Sérgio Duarte, comerciantes que se aproveitarem da tragédia para aumentar de maneira abusiva os preços de produtos nas áreas afetadas serão levados para a delegacia. Na capital do estado, os preços de verduras e legumes dispararam.

Chuva interrompe buscas
Bombeiros, técnicos da Defesa Civil, militares e voluntários entram neste domingo (16) no 5º dia de buscas por corpos e moradores que ainda estão em regiões isoladas.

A chuva forte interrompeu os trabalhos de busca em Petrópolis no começo da tarde. Em Itaipava,
os trabalhos estão concentrados principalmente no Vale do Cuiabá, local mais atingido pelas chuvas. Uma equipe da Aeronáutica seguiu de helicóptero para a localidade de Brejal, onde cerca de 80 pessoas estão ilhadas.

Nesta segunda-feira (17), começa a funcionar o hospital de campanha montado no Centro de Exposições de Itaipava.

Maior tragédia da história
Esta já é a maior tragédia climática da história país. O número de vítimas ultrapassou o registrado em 1967, na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Naquela tragédia, tida até então como a maior do Brasil, 436 pessoas morreram.

No ano passado, de janeiro a abril, o estado do Rio teve 283 mortes, sendo 53 em Angra dos Reis e Ilha Grande, na virada do ano, 166 em Niterói, onde se localizava o Morro do Bumba, e 64 no Rio e outras cidades atingidas por temporais em abril. Relembre outras tragédias. [Fonte: G1]



Aumenta o número de mortes na região serrana do Rio
Já são 626 vítimas dos deslizamentos de terra ocorridos na região serrana do Rio de Janeiro
A Defesa Civil estadual encontrou mais nove corpos de vítimas dos temporais e de deslizamentos de terra ocorridos na região serrana do Rio de Janeiro na última quarta, dia 12. Com isso, subiu para 626 o número de mortes provocadas pela tragédia.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil, com base em balanço parcial do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, do total de 626 mortos, 283 são de Nova Friburgo, 268 de Teresópolis, 56 de Petrópolis e 19 de Sumidouro.

Nova Friburgo tem 1.970 desabrigados e outros 3.220 desalojados. Em Teresópolis, são 1.280 desabrigados e 960 desalojados. Petrópolis tem 2.800 desabrigados e 3.600 desalojados.

Como ajudar

Banco do Brasil
Agência 0741
Conta 110000-9

Além da conta bancária para doações em dinheiro aberta pela prefeitura de Teresópolis , também é possível fazer doações de mantimentos e outros produtos em alguns pontos:

Petrópolis
Postos para doação de água, colchão e material de limpeza e higiene na região de Itaipava: Igreja Wesleyana, no Vale do Cuiabá; Igreja de Santa Luzia, na Estrada das Arcas; e no centro de Petrópolis, na sede da Secretaria de Trabalho, Ação Social e Cidadania (R. Aureliano Coutinho, número 81).

Polícia Militar
Todos os batalhões da PM do Rio de Janeiro estão recebendo doações. Os comandantes dos batalhões recomendam a doação de água mineral, alimentos não perecíveis e material de higiene pessoal.

Rodoviária
A Rodoviária Novo Rio recebe doações para a Cruz Vermelha em horário comercial, das 9h às 17h.

Viva Rio
O Programa de Voluntariado do Viva Rio também iniciou uma campanha de arrecadação de roupas e mantimentos para a região serrana do Rio de Janeiro, especialmente Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Para ajudar, basta fazer a doação na sede do Viva Rio (Rua do Russel, 76, Glória). Para mais informações o Viva Rio disponibiliza os telefones (21) 2555-3750 e (21) 2555-3785.

Postos em supermercados e rodovias
O grupo de supermercados Pão de Açúcar montou postos de arrecadação em todas as 100 lojas da rede no estado do Rio. As doações podem ser feitas nos estabelecimentos Pão de Açúcar, ABC Compre Bem, Sendas, Extra Supermercados e Assaí. De acordo com o grupo, os donativos serão entregues até 26 de janeiro.

Polícia Rodoviária Federal
Pontos 24 horas na BR-116, na altura do pedágio da Rio-Magé, e na BR-101, no trecho de Casimiro de Abreu. Postos em horário comercial (8h às 17h) na Rio-Petrópolis e na Rodovia Presidente Dutra. A PRF informa que os alimentos arrecadados serão entregues para a Cruz Vermelha, que ficará encarregada de fazer a distribuição às vítimas.

Cruz Vermelha Brasileira
A organização disponibiliza todas as suas filiais para receber donativos a serem encaminhados às vitimas das catástrofes climáticas. Confira os endereços:

ALAGOAS
Av. Com. Gustavo de Paiva, 2.889 - Mangabeiras
CEP:57.038-000 - Maceió – AL

AMAZONAS
Parque Residencial Adrianópolis, QB – Casa 16
CEP:69.020-210 - Manaus – AM.

BAHIA
Av. Luis Eduardo Magalhães, 3091
Bairro: Cabula
CEP:41.150.595, Salvador – Bahia

CEARÁ
Rua José Lourenço, 3.280 - Aldeota
CEP: 60.115-282 - Fortaleza – CE.

DISTRITO FEDERAL
SCLRN 715, Bloco C, Loja 25
Brasília - DF

MARANHÃO
Av. Getúlio Vargas, 2342 - Monte Castelo
CEP: 65.025-001 - São Luiz – MA

MATO GROSSO
Av. Historiador Rubens de Mendonça (Av. do CPA) s/n° ao
lado do Comando Geral da Polícia Militar
CEP: 78.058–970 Cuiabá – MT

MATO GROSSO DO SUL
Av. David Correia Leite, 273 Universitaria 2
CEP: 79.071-310 Campo Grande – MS.

MINAS GERAIS
Alameda Ezequiel Dias, 427- Centro
CEP: 30.130-110 - Belo Horizonte – Minas Gerais

PARÁ
Av. Gentil Bitencourt nº 1.840 Bairro São Braz
CEP: 66.040-000 Belém – PA.

PARANÁ
Rua Vicente Machado, 1.310-Centro
CEP: 80.420-011 - Curitiba – PR.

PERNAMBUCO
Rua Itaquicé, 140 IPSEP
51.350-160 Recife m- PE.

RIO GRANDE DO NORTE
Filial do Estado do Rio Grande do Norte
Rua Gastão Mariz, 191 Nova Descoberta
CEP: 59.075-280 Natal – RN

RIO DE JANEIRO
Praça Cruz Vermelha, 10/12 Térreo Centro
CEP: 20.230-130 Rio de Janeiro – RJ.

RIO GRANDE DO SUL
Av. Independência, 993 - Centro
CEP: 90.035-076 - Porto Alegre – RS.

SANTA CATARINA
Rua Santos Saraiva, 821 - Estreito
CEP: 88.070-100 - Florianópolis – SC

SÃO PAULO
Av. Moreira Guimarães, 699 - Indianópolis
CEP: 04.074-031 - São Paulo – SP

sábado, 15 de janeiro de 2011

Maior tragédia da história: Número de mortos na Região Serrana do RJ passa de 600

Prefeituras e Corpo de Bombeiros confirmam 608 mortos após chuvas.
Equipes tentam chegar a áreas ainda isoladas após a tragédia.



Prefeituras e Corpo de Bombeiros confirmam 608 mortos após chuvas.
Equipes tentam chegar a áreas ainda isoladas após a tragédia.

Em Friburgo, Praça do Suspiro foi uma das áreas mais afetadas pelos temporais (Foto: Celso Pupo/G1)






O número de mortos após as chuvas na Região Serrana do RJ chegou a 608, segundo as prefeituras e o Corpo de Bombeiros.

Pelos últimos levantamentos das prefeituras, são 271 em Nova Friburgo, 261 em Teresópolis, 55 em Petrópolis,19 em Sumidouro e 2 em São José do Vale do Rio Preto.

Em Teresópolis, a prefeitura informou que a Central de Cadastro de Desaparecidos recebeu a reclamação de que 88 pessoas estariam desaparecidas. Em Petrópolis, há 36 desaparecidos, segundo a prefeitura. Em Sumidouro, há outros cinco. Já em Nova Frigurbo, a prefeitura informou que não há levantamento sobre desaparecidos.

Já a Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil informou que o número de mortos é 611, sendo 274 em Nova Friburgo, 263 em Teresópolis, 55 em Petrópolis e 19 em Sumidouro.

Segundo a Polícia Civil, 590 corpos já foram identificados pelos peritos do IML (Instituto Médico Legal), sendo 259 em Teresópolis, 267 em Nova Friburgo, 41 em Petrópolis, 19 em Sumidouro e 4 em São José do Vale do Rio Preto.
Em Friburgo, Praça do Suspiro foi uma das áreas mais afetadas pelos temporais (Foto: Celso Pupo/G1)


Outros dois municípios também tiveram áreas devastadas: Bom Jardim e Areal. A Defesa Civil não descarta a possibilidade de haver vítimas fatais nessas cidades.

Nos sete municípios atingidos, o número de desabrigados e desalojados chega a 15 mil. O Exército anunciou que neste domingo (16) vai começar a montar pontes móveis para facilitar o acesso a algumas cidades.


Em Friburgo, Praça do Suspiro foi uma das áreas mais afetadas pelos temporais (Foto: Celso Pupo/G1)
Em Nova Friburgo voltou a chover forte neste sábado e ruas voltaram a ficar alagadas. O nível do Rio Bengalas voltou a subir e está próximo de transbordar novamente. Moradores reclamam de saques em áreas interditadas da cidade. A previsão é de chuva forte neste domingo na Região Serrana.

Enterro de vítimas das chuvas no Cemitério de Teresópolis



Em Teresópolis, também voltou a chover neste sábado. Aos poucos, os problemas de comunicação na cidade começam a se resolver. A cidade recebe reforço de mais 130 homens da Força Nacional e os desabrigados ganharam quatro telefones gratuitos para falarem com famílias.

Número de mortos pelas chuvas
já passa de 600 no Rio de Janeiro
Em Petrópolis, a prioridade ainda é a região do Vale do Cuiabá, onde ainda há áreas isoladas. O Exército disponibilizou três caminhões e 105 homens para ajudar nas buscas no distrito de Itaipava.

No município de Sumidouro, o prefeito Juarez Corguinha fez um apelo para que o Exército ajude no auxílio às 3 mil pessoas que ficaram isoladas após as chuvas.
Os serviços de água e luz ainda são precários na Região Serrana. Em Teresópolis, 60% da população continua sem abastecimento de água.


Cabral decreta luto no RJ
O governador Sérgio Cabral decretou luto oficial no estado do Rio de Janeiro por sete dias, pelas vítimas das chuvas na Região Serrana do Estado. O decreto, assinado na sexta-feira (14), entra em vigor na próxima segunda (17), quando será publicado no diário oficial.
A presidente da República, Dilma Rousseff, decretou luto oficial de três dias. A homenagem teve início na sexta-feira (14) e se encerra no domingo (16).

Maior tragédia da história
Esta já é a maior tragédia climática da história país. O número de vítimas ultrapassou o registrado em 1967, na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Naquela tragédia, tida até então como a maior do Brasil, 436 pessoas morreram.

No ano passado, de janeiro a abril, o estado do Rio de Janeiro teve 283 mortes, sendo 53 em Angra dos Reis e Ilha Grande, na virada do ano, 166 em Niterói, onde se localizava o Morro do Bumba, e 64 no Rio e outras cidades atingidas por temporais em abril.

G1

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

''Rio será inacreditável em 15 anos'', diz Eike Batista ao ''The Guardian''

O homem mais rico do Brasil, o empresário Eike Batista, tem como um de seus dois principais objetivos transformar o Rio de Janeiro em "um dos lugares mais dinâmicos e ricos do mundo", segundo afirma em uma entrevista publicada nesta segunda-feira pelo diário britânico "The Guardian". O outro objetivo de Eike é se tornar o homem mais rico do mundo. Atualmente ele ocupa o 8º lugar na lista da revista Forbes.

O jornal observa que a holding EBX, controlada pelo empresário, pretende investir R$ 34 bilhões no Rio nos próximos dois anos, construindo portos, fábricas e procurando petróleo.

"Se eu olhar para o Rio daqui a 10, 15 anos, será inacreditável", afirmou ele ao jornal.

Para o empresário, a cidade será "uma mistura de Califórnia, Nova York e Houston, combinando praias estonteantes com importância financeira e arquitetura ultramoderna".

O jornal relata o projeto de Eike para a construção da "Cidade X", uma "cidade digital supermoderna para cerca de 250 mil pessoas", erguida a partir do nada a cerca de 240 quilômetros do Rio de Janeiro.

Os projetos de Eike incluem ainda a limpeza da Lagoa Rodrigo de Freitas, o estabelecimento de um cruzeiro de luxo para turistas, a recuperação da marina da cidade e a restauração do Hotel Glória.


“O senhor Carlos Slim terá que inventar um novo carro de corrida para me alcançar”, disse Eike Batista, em reportagem publicada nesta segunda  pelo jornal inglês The Guardian. Há duas semanas, em um programa da rede norte-americana CBS, Eike já haviademonstrado a mesma ambição. 
Segundo a publicação britânica, ser o homem mais rico do mundo é apenas um dos objetivos do presidente do grupo EBX. O outro é transformar o Rio de Janeiro em uma das cidades mais dinâmicas e ricas do mundo, uma mistura de Califórnia, Nova York e Houston.


O Guardian observa que, como patrocinador da candidatura do Rio pela organização da Olimpíada de 2016, ele doou mais de R$ 15 milhões para a campanha e também mais R$ 100 milhões para ajudar a financiar as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) nas favelas cariocas.

"A maioria dos ricos brasileiros vive 90% de seu tempo no Brasil, mas guarda dinheiro para comprar algo em Nova York, ou Miami ou Londres ou Paris", disse ele.

"Seus filhos às vezes precisam viajar em carros blindados. Vamos mudar isso. Aqui é o paraíso", completou.

Extravagância
Segundo o jornal, a "extravagância" de Eike é uma exceção num país como o Brasil, com grandes diferenças entre os ricos e os pobres e onde os mais abastados preferem se manter discretos.

O empresário diz que "a única maneira de mudar as coisas no Brasil" é as pessoas mostrarem o que têm.

"Acho que de certa forma os brasileiros não querem dizer que são ricos porque não querem ajudar. Eu não gosto disso", disse ele.

O Guardian comenta que a ascensão de Eike coincidiu com "grandes mudanças no Rio, com novas políticas de segurança, um incipiente boom de petróleo e a expectativa da Copa do Mundo e da Olimpíada jogando os aluguéis e os preços dos imóveis para os céus e atraindo uma onda de investimentos estrangeiros".

"Nossa autoestima está no teto, com a Copa do Mundo, a Olimpíada, uma série extraordinária de investimentos chegando", afirmou o empresário.

Para ele, parte do sucesso do Rio se deve às políticas do governo para retomar o controle das favelas da cidade.

"Como cidadão do Rio de Janeiro, isso é maravilhoso, porque podemos ver a solução. Ela funciona. Está funcionando. Com a pesada criação de riqueza... Eu posso ver tudo isso sendo resolvido. É possível", concluiu Eike.

Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Complexo do Alemão sob o domínio do bem

Uma semana após o primeiro ataque da semana de terror no Rio, 2.700 homens das Polícias Civil, Militar e Federal e das Forças Armadas entraram ontem no Complexo do Alemão, na Zona Norte. Não houve o combate que se esperava. Tampouco foram presos os chefes do tráfico da Vila Cruzeiro, Fabiano Atanazio, o FB, e do Alemão, Luciano Martiniano da Silva, o Pezão.

A polícia recebeu informações de que FB teria fugido para a Favela da Mangueira ou para Manguinhos, ambas dominadas pelo Comando Vermelho (CV). A maioria dos cerca de 500 traficantes que a polícia calculava estarem no complexo fugiu ou se escondeu nas casas de moradores. Há informações de que alguns seguiram para a Rocinha, na Zona Sul, dominada pela facção Amigos dos Amigos (ADA).

Depois de perder a Vila Cruzeiro, a derrota de ontem é um duro golpe para o CV. Duas prisões importantes ocorreram. Uma foi a de Sandra Helena Ferreira Maciel, a Sandra Sapatão, que era do Complexo do Borel - região já dominada por uma Unidade de Polícia Pacificadora - e, segundo a polícia, muito ligada aos traficantes Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, e Luís Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Outra foi a do traficante Elizeu Felício de Souza, o Zeu, um dos condenados pelo assassinato do jornalista Tim Lopes. Pelo menos outras 20 pessoas foram presas. Um traficante e duas pessoas não identificadas morreram. Um morador se feriu, sem gravidade.

A estratégia da polícia é continuar no complexo à procura de traficantes e armas. "Todas as casas serão revistadas. Beco por beco, buraco por buraco", afirmou o comandante geral da PM, Mario Sergio Duarte. Para a polícia, a operação foi um sucesso.

"Recuperamos um território para a comunidade", disse Duarte. "Fizemos um bom combate", afirmou o general Fernando Sardenberg, comandante da Brigada da Infantaria Paraquedista do Exército. (Agência Estado)

A Gazeta

domingo, 28 de novembro de 2010

Policiais corruptos teriam dado cobertura a traficantes do Alemão

Um grupo de policiais corruptos está sendo investigado pela cúpula da Segurança do Rio, suspeito de dar cobertura, em troca de dinheiro, aos traficantes do Complexo do Alemão. Eles negociariam valores semanais com os bandidos da Vila Cruzeiro e do Morro do Alemão, entre outras favelas do Rio. Em troca do dinheiro, não reprimiriam o tráfico de drogas, a circulação de "bondes" e o acesso de viciados às favelas. Também seriam responsáveis pelo repasse de drogas, armas e munição apreendidas com quadrilhas rivais.

A investigação vem sendo realizada pela cúpula da Secretaria de Segurança há mais de um ano, quando informações anônimas de moradores passaram a ser enviadas ao Disque-Denúncia, serviço mantido pelo governo para receber relatos anônimos. Segundo fontes consultadas pelo GLOBO, o grupo trabalharia em setores operacionais da polícia, atuando inclusive na repressão ao tráfico.

Durante a ocupação da Vila Cruzeiro, moradores relataram a repórteres que policiais costumavam encontrar chefes do tráfico na Rua Cajá.

- Eles encontravam os traficantes e recebiam mesada - disse um morador.

Policiais que estão no centro de controle das operações contra o crime no Rio também passaram a investigar a participação de policiais em ações de saques - conhecidas como "espólio de guerra" -, na Vila Cruzeiro. Depois de ocupada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), moradores teriam denunciado que policiais estão recolhendo pertences abandonados por bandidos.

A expressão "espólio de guerra" foi criada durante grandes guerras. Inicialmente era tratada como um título militar concedido aos guerreiros mais valorosos. Os militares eram autorizados a ficar com algo que os inimigos deixavam cair ao serem derrotados.

No Rio, a participação de policiais em ações de "espólio de guerra" ficou conhecida com a prisão, em 2005, de seis policiais federais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal do Rio e um "X-9" (informante). As prisões aconteceram depois que foram acusados, por um escrivão da própria Polícia Federal, de integrarem uma quadrilha que desviava droga apreendida pela PF para traficantes dos morros, além de cometer outros crimes. Ainda segundo o policial, o grupo roubava dinheiro e outros bens durante as operações da PF. Essas ações eram conhecidas entre eles como "correrias", e os bens roubados tratados como "espólio de guerra".

Também naquela ocasião o policial federal informou que esses roubos eram realizados durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça. Os roubos seriam práticas comuns e de conhecimento de outros agentes da DRE do Rio.
O Globo

domingo, 5 de setembro de 2010

Queda misteriosa de barra de ferro intriga moradores de rua no Rio

Objeto que teria caído do céu foi encontrado em Laranjeiras.
Aeronáutica diz que bairro é rota de aviões.
Do RJTV
A queda misteriosa de uma barra de ferro intriga os moradores da pacata Rua Ribeiro de Almeida, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. Como o bairro é rota de aviões, alguns pedestres acreditam que a peça pode ter caído de alguma aeronave. No entanto, a Aeronáutica já adiantou que não há registros de queda de peças de aviões nos últimos dias.

A peça foi encontrada na rua, na última quinta-feira (4). Segundo testemunhas, eram seis da tarde quando o objeto caiu do céu, bateu numa árvore e parou num canteiro. O objeto pesa dez quilos e de acordo com os moradores, estava quente quando caiu. Ninguém se feriu com a queda do objeto.

"Vamos investigar para saber o que aconteceu e como foi. A rua é cheia de crianças, se a barra cai em cinco meninos, mata os cinco", contou um morador.

O canteiro de concreto ficou rachado. Um morador que trabalha na Petrobras levou a barra para análise e descobriu que o objeto é de ferro fundido, usado em máquinas pesadas.

"A gente está fazendo uma análise. Vamos ter a comprovação melhor quando fizermos a análise química , que deve sair na próxima semana", disse Pedro Altoe.

domingo, 22 de agosto de 2010

Tiroteio provoca pânico em hotel de luxo no Rio

Homens encapuzados fazem reféns dentro de um hotel no bairro de São Conrado, na manhã deste sábado, e provocam pânico entre os moradores da região


Um tiroteio no início da manhã deste sábado provocou pânico entre os moradores de São Conrado, zona Sul do Rio de Janeiro. Tudo começou quando policiais que faziam ronda pelo local cruzaram com homens encapuzados e fortemente armados na região da favela da Rocinha.

O grupo encapuzado foi surpreendido pela polícia e após intensa troca de tiros, acabou invadindo um hotel, onde renderam hóspedes e funcionários. Equipes do Bope foram chamadas, cercaram o local e negociaram com os bandidos, que libertaram todos os reféns.


De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública do Rio, dez pessoas foram presas, oito fuzis e cinco granadas foram apreendidos. Uma mulher que estaria com os bandidos morreu durante o tiroteio.

Os túneis Zuzu Angel e Acústico, que ligam a Gávea a São Conrado, ficaram interditados por um breve período, o suficiente para fazer com que motoristas apavorados voltassem pela contramão da maneira que podiam. Testemunhas contaram à GloboNews terem visto alguns bandidos renderem motoristas para fugir em seus carros.

Os dois túneis interditados foram liberados minutos depois da ação dos bandidos.

Abril Notícias

Presos que invadiram hotel no Rio são transferidos para Bangu
Segurança em São Conrado, zona Sul do Rio, é reforçada pela polícia neste domingo


Nove dos dez homens presos acusados de fazer reféns no Hotel InterContinental após trocar tiros com a polícia, em São Conrado, zona Sul do Rio, foram tranferidos na manhã deste domingo da 15ª Delegacia Policial para o complexo penintenciário de Bangu, na zona Oeste da cidade. O menor detido com o grupo que invadiu o hotel também foi transferido, mas para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

De acordo com a Polícia Militar, o grupo de traficantes se refugiou no local depois de trocar tiros com a polícia. No hotel, eles chegaram a fazer 35 reféns, dos quais 30 eram funcionários do hotel e cinco eram hóspedes.

A segurança na região foi reforçada neste domingo com maior número de policiais. O aumento no policiamento inclui as favelas da Rocinha e do Vidigal, que ficam nas proximidades do hotel. Segundo a PM, há reforços também no entorno do hotel e arredores.

Traficantes em fuga invadiram, na manhã de sábado, o hotel InterContinental, em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro. A ação dos criminosos e a troca de tiros com polícia provocaram pânico na região, resultando em uma morte e quatro policiais feridos. Dez pessoas foram presas, entre elas um traficante conhecido como "Perninha", que seria o segundo na hierarquia do tráfico na Favela da Rocinha.
Foto: Marco Antônio Cavalcanti/Agência Oglobo


Policiais vasculham hotel InterContinental, no Rio, em busca de bandidos. Na manhã deste sábado, traficantes em fuga entraram no local e fizeram reféns


Ig

terça-feira, 13 de abril de 2010

Corpos resgatados no Morro do Bumba serão reconhecidos por DNA

Cadáveres estão em avançado estado de decomposição, diz defensora.
Segundo bombeiros, chuva já fez 232 mortos em todo o estado do Rio.

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro informou, na noite desta segunda-feira (12), que os próximos corpos resgatados no Morro do Bumba, no Cubango, em Niterói, na Região Metropolitana, só poderão ser reconhecidos pelo exame de DNA. De acordo com o Corpo de Bombeiros, 36 corpos já foram encontrados no local.

O município de Niterói registrou o maior número de vítimas fatais, 147, segundo os bombeiros. Segundo a defensora Maria de Fátima Dourado, os corpos das vítimas estão em avançado estado de decomposição e o lixo e a lama do local complicam ainda mais o reconhecimento.

“Eu creio que com o exame de DNA dá para reconhecer os corpos. A não ser que a pessoa tenha marcas visíveis como uma tatuagem, um sinal na pele, ou algo do tipo”, explicou Maria de Fátima.

No último domingo (11), um dos corpos resgatados foi submetido ao exame. A defensora explicou que em casos mais complexos, o resultado do DNA pode levar dias para sair. Para evitar a superlotação de uma base móvel do Instituto Médico Legal (IML) no Morro do Bumba, os defensores vão orientar as famílias que a vítima seja enterrada como ignorada e desconhecida e, depois do laudo, a Defensoria vai se comprometer a retificar o óbito.

Quatro equipes de defensores públicos se dividem ao longo do dia para emitir os pedidos do teste de DNA e auxiliar na retirada da segunda via de documentos, como identidade, certidão de nascimento e casamento. Até a noite desta segunda-feira (12), os grupos emitiram 500 pedidos de documentos perdidos.

Na noite de quarta-feira (6), moradores do Morro do Bumba, no Cubango, em Niterói, foram atingidos por um deslizamento de terra. Cerca 50 casas teriam sido atingidas. O desabamento, considerado o maior da história de Niterói, segundo a prefeitura, deixou, ainda, dezenas de feridos. Após vistoria, 60 imóveis foram interditados.

232 mortos em todo o estado
A pior chuva dos últimos 44 anos no Rio já deixou 232 mortos em todo o estado, segundo os bombeiros. Além de Niterói, segundo a corporação, na capital foram registradas 65 vítimas fatais. No Morro dos Prazeres, no Centro, foram 30. Em São Gonçalo, os bombeiros resgataram 16 corpos. Também foram registradas mortes em Magé, Nilópolis, Engenheiro Paulo de Frontin e Petrópolis.

Foto: AFP PHOTO/VANDERLEI ALMEIDA

Bombeiros continuam buscas no Morro do Bumba, onde deslizamento já causou 36 mortes (Foto: AFP PHOTO/VANDERLEI ALMEIDA)

De acordo com o Corpo de Bombeiros, as buscas por vítimas do deslizamento no Morro do Bumba não tem prazo para terminar. Não houve registro de novos corpos na comunidade entre 14h de domingo (11) e o início da noite desta segunda. Os bombeiros recolheram mais de dez botijões de gás das casas soterradas.

Por causa da baixa luminosidade, os trabalhos foram concentrados nas áreas inferior e superior do morro. Trabalham no local 40 homens da Força Nacional, 90 bombeiros e cem policiais, dos batalhões de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, além da Companhia de Cães, do Batalhão Florestal, do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

A equipe é reforçada ainda por 24 operadores de máquina. Oito escavadeiras de grande porte e quatro retroescavadeiras estão sendo usadas na área do deslizamento. O prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira, decretou na quinta-feira (8) estado de calamidade pública e luto oficial de uma semana.

De acordo com a Defesa Civil municipal, as buscas foram encerradas no Morro dos Prazeres após a equipe de resgate encontrar os corpos de duas crianças que ainda estavam desaparecidas.


Cinco dias após a tragédia no Morro do Bumba, centenas de moradores passam o dia numa fila para o cadastro do Aluguel Social. Por um ano, o governo do estado vai pagar R$ 400 por mês para quem perdeu tudo.

Representantes do Tribunal de Justiça do Rio, da Defensoria Pública, do Instituto Médico Legal (IML) e de cartórios de registro civil fazem um mutirão para tentar identificar os desaparecidos. Eles cruzaram informações cedidas pelos parentes das vítimas com o cadastro do programa Médico da Família, e concluíram que pelo menos 54 pessoas ainda não foram encontradas.

Em decorrência dos estragos causados pela chuva, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Márcia Lopes anunciou nesta segunda-feira (12), em visita ao Morro do Bumba, a antecipação do pagamento do Bolsa Família ao cadastrados dos municípios do Rio, Niterói e São Gonçalo.

No Rio, segundo Márcia, 158 mil famílias serão beneficiadas com a decisão. Em Niterói e São Gonçalo serão 13 e 42 mil beneficiados, respectivamente. O valor deveria ser pago do dia 17 até o início do mês de maio, de acordo com o número de cadastro. Mas será pago integralmente nesta sexta-feira (16). As famílias recebem, por filhos matriculados em escolas publicas, de R$ 20 a R$ 200.

Segundo a ministra, as pessoas que perderam documentos podem recorrer às prefeituras de suas cidades para retirar uma guia padrão. “Com este papel, os cadastrados poderão retirar o beneficio na Caixa Econômica Federal”, explicou.
Tássia Thum Do G1, no Rio

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Tragédia no Rio: Mais de 200 pessoas podem estar soterradas no Morro do Bumba, em Niterói


Segundo PM, não há confirmação de arrastão.
Município já conta com três mil desabrigados e mais de 90 mortes.
Niterói enfrenta desde a noite de segunda-feira (5) um dos momentos mais difíceis de sua história. Primeiro no Morro do Beltrão, em Santa Rosa, e, horas depois, no Morro do Bumba, no Cubango, na Zona Norte, a cidade passa um drama que envolve mortes e pânico coletivo.

Só no Cubango, a estimativa é de que haja 200 soterrados. No total dos deslizamentos das encostas, haveria um número de vítimas que remete a uma tragédia histórica na cidade, o incêndio do Gran Circus Norte-Americano, em dezembro 1961, que teria matado cerca de 500 pessoas.

Foto: Reprodução / TV Globo

Resgates no Morro do Bumba, em Niterói (Foto: Reprodução / TV Globo)

 O temporal desta semana fez vítimas em 13 morros da cidade. Até as 17h desta quinta-feira (8), segundo a Prefeitura de Niterói, o número de mortos chegava a 89 e o total de desabrigados e desalojados somava três mil. No entanto, a Defesa Civil do estado afirma que o número de óbitos em Niterói chega a 99.

Orgulhosa da sua qualidade de vida – segundo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), da Nações Unidas, o terceiro do país e o primeiro do estado do Rio –, a cidade se dá conta, de forma dolorosa, de que seus morros foram ocupados de forma desordenada, o sistema viário pifou com o fechamento de algumas ruas, e a falta de segurança pública deixou a cidade em caos.

Suposta tentativa de arrastão
O pânico coletivo desta quinta-feira (8) teria sido provocado pelo alerta de um suposto arrastão que começou com um protesto de moradores de uma comunidade que reclamava da falta de atenção das autoridades.

O medo chegou até as áreas nobres da cidade. Shoppings, restaurantes e centros comerciais de Icaraí, na Zona Sul, fecharam as portas nesta quinta-feira (8) alarmados com a possibilidade de saques e roubos. Vários moradores não saíram de suas casas e quem estava na rua procurou refúgio nas portarias de prédios. Desde o final de 2009, a segurança pública de Niterói sofre com a saída de 350 policiais militares do 12ºBPM (Niterói), que foram transferidos para outras cidades.

Região Oceânica ilhada
Alguns moradores da Região Oceânica da cidade estão ilhados. De acordo com a prefeitura de Niterói, muitos ônibus não estão circulando entre a região e o Centro da cidade. O motorista que vem da Região Oceânica em direção à Alameda São Boaventura e o Centro de Niterói tem poucas opções de acesso.

Faltam hospitais e IML
Em meio à situação de calamidade, Niterói não tem uma base do Instituto Médico Legal (IML). Os mortos dos deslizamentos são encaminhados para os IMLs de municípios vizinhos, como São Gonçalo e Rio de Janeiro.

O sistema de saúde de Niterói também enfrenta dificuldades. Apenas dois hospitais estão com a emergência funcionando, são eles o Hospital Azevedo Lima, no Fonseca, e a unidade de saúde Mário Monteiro, na Região Oceânica. Com a dificuldade de acesso à Região Oceânica, os atendimentos às vítimas dos deslizamentos são priorizados no Azevedo Lima.

Na noite de quarta-feira (7), a emergência do Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP) reabriu as portas para receber algumas vítimas da chuva.

Fonte: G1

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Bombeiros registram novo deslizamento em Niterói. 40 casas atingidas


RIO - Um deslizamento de terra na noite desta quarta-feira soterrou pelo menos 15 casas no bairro do Cubango, em Niterói, informou o secretário municipal de Saúde, Marival Gomes. O Secretário estadual de Saúde e Defesa Civil Sérgio Côrtes e equipes do Corpo de Bombeiros estão indo para o local, que é de difícil acesso. Há dezenas de pessoas soterradas.

Segundo uma testemunha, Mariana Hansen, o deslizamento ocorreu no início da Rua Aureliano Cardoso.

- Há meia hora, uma parte do morro desceu. Acabaram de tirar uma senhora idosa dos escombros ainda com vida. Um casal e duas crianças também foram levados. A situação foi de desespero, muita gente correu para a rua gritando. Como houve demora na chegada das equipes de resgate, os próprios moradores começaram a escavar os escombros - disse Mariana, acrescentando que pediu ajuda a uma equipe que trabalhava no Morro do Beltrão, mas foi informada pelos bombeiros que não poderiam sair do local sem autorização do quartel central.

Já foram acionados os bombeiros dos quartéis de Niterói, Itaboraí, Itaipu e São Gonçalo.(O GLOBO)

Fotos da tragédia das chuvas no Rio de Janeiro - Rio de Lágrimas

Chuva alaga Rio de Janeiro e deixa mortos

Membro de uma equipe de resgate carrega um bebê enquanto outras vítimas recebem ajuda na região de Campo Grande


Bombeiros carregam corpo de homem, nesta quarta-feira (7), morto em deslizamento de terra no Morro dos Prazeres



Pessoas atravessam rua inundada no Morro dos Prazeres



Pessoas lamentam mortes de parentes e amigos nos deslizamentos do Morro dos Prazeres


Equipes resgatam um homem ferido após um deslizamento de terra no Morro dos Prazeres



Carros ficaram submersos na cidade e Defesa Civil já resgatou motoristas ilhados


Casas noMorro dos Prazeres, na região de Santa Teresa, são prejudicadas pela chuva

terça-feira, 6 de abril de 2010

Mortos pelas chuvas no Rio chegam a 103; capital entra em alerta máximo

Entre os locais mais atingidos estão Niterói, com 48 vítimas, e a cidade do Rio, com 36 pessoas mortas; maioria das vítimas morava em áreas de encostas; 1410 estão desalojados



Resgate de vítimas no Morro dos Prazeres, zona norte do Rio. Foto: Marcos de Paula/AE



O maior temporal da história do Rio de Janeiro nos últimos 44 anos já deixou 103 mortos, de acordo com o governo do Estado: 48 em Niterói, 16 em São Gonçalo, 36 na capital, dois na Baixada Fluminense e um em Petrópolis, na região serrana. A maioria das vítimas morava em áreas de encosta, como no Morro dos Prazeres, em Santa Tereza, onde os deslizamentos mataram 14 pessoas. 
A prefeitura do Rio informa que são 1410 desabrigados, 368 desalojados, 56 feridos e quatro desaparecidas. Oito bombeiros ficaram gravemente feridos na tentativa de resgate em Niterói.  Em entrevista coletiva no fim da tarde, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB) voltou a pedir para que os cariocas fiquem em casa e decretou feriado para as escolas municipais nesta quarta. O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) decretou luto oficial de três dias pelas vítimas.
O sistema Alerta Rio, da Prefeitura, informou que o município entrou em alerta máximo na tarde desta terça. A alteração é caracterizada pela previsão de fortes chuvas e a possibilidade de alagamentos e deslizamentos na região. O anúncio foi feito às 15h45. As áreas em preto apontam os pontos da cidade em alerta máximo. As regiões mais afetadas pelas chuvas são Niterói, São Gonçalo, Grajaú, Tijuca, Santa Tereza e Rio Comprido.





Serviços


Por conta da dificuldade de locomoção e por questões de segurança, alguns serviços foram suspensos em toda a cidade do Rio.
O Ministério Público, por exemplo, suspendeu as atividades em todo o Estado. A Prefeitura recomendou que fossem suspensas as aulas na rede municipal de ensino. A rede estadual também cancelou as aulas e as autoridades pedem às escolas particulares que também suspendam as atividades.
O Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que também suspendeu os serviços agendados para esta terça-feira, 6, orienta seus clientes a não sair de casa, seguindo recomendações da Defesa Civil estadual. O presidente do Departamento, Fernando Avelino, disse que os clientes que tinham serviços agendados para hoje terão prioridade no atendimento nos próximos dez dias.
Falta de luz
Quatorze bairros do Rio permaneciam sem energia elétrica por volta das 18h10. De acordo com a Light estão às escuras trechos dos seguintes bairros: Tijuca, Botafogo, Laranjeiras, São Conrado, Santa Teresa, Rio Comprido, Jardim Botânico, Gávea, Jacarepaguá, Meier, São Cristóvão, Santa Cruz, Campo Grande e Botafogo. Especificamente em Botafogo, o alagamento de galerias subterrâneas dificultam o acesso das equipes da empresa aos cabos e equipamentos.
PM abre quartéis
Para atenuar os efeitos do temporal, a Polícia Militar abriu vários quartéis da cidade para abrigar a população que não consegue retornar para casa. "Os batalhões serão a solução provisória enquanto os governos providenciem o devido acolhimento. E a população em trânsito encontrará nos batalhões um local seguro para aguardar a estiagem", disse Coronel Millan.
Além disso, a Polícia Militar está realizando ações táticas nas ruas com equipes de motociclistas do Batalhão de Choque (BPChq) que estão em pontos-chave, onde a retenção do trânsito possa se tornar risco de assalto para os motoristas.
As aeronaves e embarcações do Grupamento Aéreo Marítimo (GAM) estão à disposição da Defesa Civil para apoio em suas ações de resgate, bem como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE).
Estragos no Museu Casa do Pontal
O Museu Casa do Pontal, localizado no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio, também amanheceu alagado. A tempestade invadiu e danificou a galeria de exposição permanente. O museu abriga obras das variadas culturas rurais e urbanas do Brasil.
Os poucos funcionários que conseguiram chegar ao local hoje cedo transportaram as obras para o segundo andar do prédio. A água chegou a atingir a marca de 60 centímetros.
Segundo a assessoria do estabelecimento, essa é a primeira vez que o museu, inaugurado em 1976, fica alagado. A diretoria ainda vai avaliar os danos causados ao acervo. Devido ao alagamento, não há previsão para a reabertura do museu.
Imagem do alagamento no Museu Casa do Pontal, no Recreio do Pontal, zona oeste do Rio
(Reportagem de Fabiana Marchezi, Priscila Trindade, Solange Spigliatti e Agência Estado)